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Consequências funcionais (esquizofrenia)

Assim como os prejuízos cognitivos, os prejuízos
funcionais também são observados tanto no início da
doença, como na população de alto risco para psicose,
com impacto significativo sobre as atividades da vida
diária. Em contraste com o curso episódico dos sintomas
psicóticos, as conseqüências funcionais tendem a
ser estáveis por longo tempo em praticamente todos os
pacientes, independentemente da gravidade do quadro
(Sharma e Antonova, 2003; Niendam et al., 2006).
Na última década, o interesse em investigar a
relação entre os prejuízos cognitivos e funcionais na
esquizofrenia vem crescendo, o que foi viabilizado por
meio de estudos neuropsicológicos. Neste sentido, os
instrumentos neuropsicológicos têm sido utilizados
para correlacionar os déficits cognitivos com o grau de
incapacitação interpessoal e ocupacional relacionado
à doença (Green, 1996; Addington e Addington, 1999;
Adad et al., 2000). A despeito da diversidade de alterações
cognitivas encontradas na esquizofrenia, sabe-se
que apenas um número restrito de déficits cognitivos
apresenta correlação significante com o nível de prejuízo
funcional, assim, somente alguns déficits foram
considerados preditores.
Green (1996) selecionou três áreas como representativas
de um bom nível funcional: funcionamento
social, funcionamento ocupacional e vida independente.
Atividades que envolviam a avaliação dessas três áreas

foram relacionadas com o desempenho dos pacientes
com esquizofrenia nos testes neuropsicológicos.
Os resultados indicaram correlação entre:
• funcionamento social e memória declarativa e
vigilância;
• funcionamento ocupacional e funções executivas,
memória declarativa, memória operacional e
vigilância;
• vida independente e funções executivas, memória
declarativa e memória operacional.

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