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SURDOCEGUEIRA/MÚLTIPLA DEFICIÊNCIA SENSORIAL

Movimento co-ativo
O movimento co-ativo ou mão sobre mão, caracteriza-se pela ampliação comunicativa
entre o estimulador e a criança, em um espaço mais amplo. Nesta etapa, o professor realiza
ações junto à criança, por meio do contato lado a lado e aos poucos a distância física entre
eles vai sendo ampliada. O objetivo do trabalho nesta fase, consiste em ampliar os recursos
de comunicação e a ação motora da criança no espaço, bem como possibilitar o
desenvolvimento da habilidade de antecipação de acontecimentos em uma área determinada.
Exemplificando: o professor segura na mão da criança e realiza um movimento ascendente
para evidenciar que a atividade irá começar, depois leva a criança até o escorregador com
vistas a explorar a rampa do brinquedo percorrendo toda sua superfície com o tato. Depois,
ambos usam o escorregador e, ao final o professor segura a mão da criança e realiza um
movimento descendente, indicando o fim da atividade (Cader-Nascimento & Costa, 2002).
Nesta fase, a criança apresenta condições para entender que todas as atividades tem
começo, meio e fim, e que após uma atividade podem acontecer outras. Com isso, introduzse
a noção de tempo marcando o início e o fim de cada atividade.
Os movimentos co-ativos são uma continuação das atividades de ressonância, porém
com o objetivo de iniciar gradualmente o distanciamento entre a criança e o ambiente. As
atividades co-ativas se constroem por meio da participação da criança em movimentos
compartilhados com o adulto. A criança irá desenvolvendo interesse pelo ambiente e
percebendo que suas ações interferem nesse ambiente.
À medida que se desenvolve a compreensão da criança sobre seqüências de movimentos,
o professor indicará referências naturais do ambiente. Essa referência natural precisa ser um
objeto permanente no espaço físico. Por exemplo: ambos podem arrastar-se para que cheguem
ao final de um tapete. Neste momento, o professor deverá mudar o movimento de arrastar-se
para a posição de caminhar. Nesta posição, deverão caminhar dando a volta até chegarem
na parede. Cada uma das trocas entre os movimentos corresponde a uma mudança no
ambiente. Essas ações devem proporcionar uma resposta da criança tanto ao ambiente quanto
ao adulto, enquanto participa na seqüência.
Referência não-representativa
O objetivo da fase da referência não representativa consiste em propiciar condições
para que a criança compreenda alguns símbolos indicativos de atividades, pessoas e situações.
Inicialmente, por meio do toque, a criança é levada a conhecer e reconhecer as
particularidades do corpo, nela e no outro. A partir do momento em que a criança consegue
reconhecer e localizar as partes do corpo, o professor pode iniciar o uso de representações
mais abstratas mediante a utilização de objetos de referência. Esta etapa do trabalho tem por
objetivo fazer com que a criança perceba que um objeto poderá indicar ou desencadear uma
atividade. Para tanto, é importante que os objetos de referência utilizados retenham uma
equivalência simbólica com o real e com a atividade a ser desenvolvida. Segundo Amaral
(2002), os objetos viabilizam o contato e a condição concreta de manutenção do diálogo entre
a criança e o adulto.
Na referência não representativa a criança é capaz de indicar e reconhecer as partes
de seu corpo (braços, pernas, cabeça, etc) em resposta a um modelo tridimensional (uma
criança, um boneco, uma figura de argila). Fieber (apud Van Dijk, 1983) identifica três
comportamentos básicos:
1. reconhecimento e indicação das partes do corpo com maior detalhe;
2. atitudes buscando sinalizar os objetos, e
3. maior distância no tempo e espaço entre a criança e o adulto.
 
SURDOCEGUEIRA/MÚLTIPLA DEFICIÊNCIA SENSORIAL/ MEC-2006/DF

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