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SURDOCEGUEIRA/MÚLTIPLA DEFICIÊNCIA SENSORIAL/ Gestos naturais

Gestos naturais
Van Dijk (1968) afirma que os gestos naturais surgem a partir das experiências com as
qualidades motoras dos objetos, sendo constituídos por movimentos das mãos quase iguais
aos objetos da ação. Stillman & Battler (1984) sugerem que os gestos devem ser espontâneos,
e não criados em situações estruturadas.
Van Dijk (1983) sugere a necessidade dos seguintes passos na apresentação do gesto:
1) objeto e gesto associados; 2) gesto sem a presença do objeto; 3) entrega e realização da
atividade com o objeto. Depois que a criança tenha associado o gesto ao objeto, o gesto se faz
sem o objeto presente, a fim de promover o aumento da capacidade de simbolização.
Van Dijk (1983) assinala que, depois que a criança for capaz de utilizar espontaneamente
uma série de gestos naturais no contexto de uma rotina diária contínua, pode-se introduzir
gestos da língua de sinais (no caso brasileiro, LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais) por meio
dos processos de desnaturalização e descontextualização.
A desnaturalização implica a transformação gradual do gesto natural em um sinal
padronizado. O gesto torna-se, assim, cada vez mais distante do objeto a que se refere.
A descontextualização implica o desenvolvimento da antecipação de imagens mentais
por parte da criança. Esse processo permite à criança pedir objetos e ações desejadas que se
encontram fora do contexto natural, por exemplo, pedir comida quando tem fome e não
somente quando a comida está visível.

SURDOCEGUEIRA/MÚLTIPLA DEFICIÊNCIA SENSORIAL/MEC/2006-DF

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